Para quem já leu o Breaking Down recomendo lerem!
[Jacob Black]
Via o meu mundo através dos seus reluzentes olhos enormes. Os cabelos perfeitamente penteados exibindo os seus cachos cor de bronze, balançavam com o vento que passava pelo penhasco. Exibia um sorriso fabuloso enquanto apreciava o barulho da água que corria em baixo da falésia. Eu olhava-a, sentado no chão cheio de folhas secas. Como era bela a minha pequena que num piscar de olhos se tornara numa adolescente fantástica. Aparentava agora uns 16 anos, quando na verdade só teria uns 3 e poucos meses mais. Inacreditável.
Começara a cantarolar alguma coisa que me soava de qualquer sítio. Atentei na melodia. Não controlei um risinho. Cantava a música de ninar que Edward, seu pai, criara para a mãe, Bella. Parecia ainda mais bonita cantada por Nessie, a sua voz era tão doce e suave, como o chilrear dos pássaros na Primavera.
Ela estava feliz, podia senti-lo. Esse era o meu objectivo principal – manter Reneesme contente; - e até ao momento, tudo parecia estar a correr bem. Jamais deixaria que alguém fizesse mal à minha miúda.
Inspirei... Minha miúda. Quem me dera que assim fosse. A impressão natural mostra-nos a mulher das nossas vidas, mas não as obriga a amarem-nos como nós, lobisomens, o fazemos. Também era verdade de que nunca perguntara a Nessie o que realmente sentia por mim. Talvez tivesse medo da sua resposta, ela sempre surpreendia toda a gente!
Sabia que ela me adorava, só não sabia até que ponto. Ela poderia ver-me apenas como um irmão mais velho. Isso deixar-me-ia tranquilo, mas não satisfeito. Eu amava-a realmente, queria ser mais do que o irmão protector, queria poder beijá-la e sentir que era minha, verdadeiramente minha.
Alguma coisa interrompeu a minha linha de pensamento:
- Jake... - Ela chamou-me, estava envergonhada, ou pelo menos isso demonstrava.
- Diz, Nessie. – Falei amorosamente, tal como sempre fazia para ela. Nunca fora grosseiro, nem seria.
Pôs-se de frente para mim, caminhou até onde me encontrava e ajoelhou-se nos meus pés descalços. A sua expressão estava esquisita, era a primeira vez que a via assim. Os olhos brilhavam, ainda mais do que o normal, sendo esse mais um factor estranho.
- Eu cresci, sabes?
“Hã? Esta miúda pirou de vez! Claro que sei, notasse bem!!”
- Sim, vê-se bem! – Uma ruga aparecia na minha testa.
- Não é no corpo! É cá dentro, Jake. O meu coração começou a aprender como os sentimentos funcionam realmente. – Disse cada vez mais devagar, mas segura das palavras.
- Não vejo onde queres chegar...
Soltou uma baforada de ar. Estava embaraçada.
- Como hei-de explicar-te... - Colocou um dedo no canto do olho esquerdo, como se estivesse a pensar em algum plano para uma missão mais que impossível.
- Vai directa ao assunto. – Incentivei-a.
- Quando estás com Alguém e te sentes capaz de tudo... quando esse Alguém te faz sentir a maior felicidade do mundo... quando te toca e sentes as borboletas no estômago... - Esticou a sua mão branca na direcção da minha e levou-as até à sua barriga delicada. Estremeci. Ansiava fervorosamente que Nessie não estivesse prestes a dizer-me que encontrara um rapaz especial e se apaixonara perdidamente. Eu não queria ouvir isso! Continuou: - Esses sintomas são de que estás apaixonado, não é?
Não queria responder. Mas algo dentro da minha cabeça (e não eram os meus amigos) me dizia para assentir.
- Sim... - Hesitante, respondi-lhe. – E então?
Ela revirou os olhos, mais encavacada que antes.
- Acho que me apaixonei...
“NÃO!”, acabara de dizer o que eu não queria escutar! Um aperto no coração impediu-me de gesticular algum ruído.
- Bem, já desconfiava disso à algum tempo, mas como ainda era um pouco infantil não podia saber o que me estava a acontecer.
Cerrei os olhos, nervoso.
- Quem é ele, Reneesme? – Era inevitável guardar essa pergunta para depois.
Ela pareceu espantada com a questão. Depois soltou uma gargalhada. “Onde raio está a piada?”, barafustei.
- Ainda não percebeste? – Ele troçava da situação e eu limitava-me a olhá-la com cara de palhaço.
A risada terminou.
- Eu amo-te, Jacob!
O meu batimento cardíaco acelerou. Estava petrificado.
- Eu pensei que também me amavas... Mas parece que me enganei! Desculpa, Jake. Não devia ter dito nada. – Ergueu-se e começou a caminhar pela floresta fora.
“Estás parvo ou que Jacob? Corre atrás dela, meu!”, Seth falou na minha mente. Ele ouvira tudo. Porra! Ele tinha razão, ela estava a pensar exactamente o contrário do que o que realmente se passava. “Obrigada, Irmão!”, agradeci a Seth e saltei para onde Nessie havia desaparecido.
- Espera! – Gritei-lhe.
Virou-se para me encarar. As lágrimas escorriam-lhe no rosto angelical. Magoara-a!
Alcancei-a e, antes de lhe dizer o que quer que fosse, abracei-a. Não como fazia até então. Apertei-a fortemente nos meus braços e com a cabeça no meu peito volumoso. Agora podia sentir que a tinha, que era minha!
- Eu também te amo, Nessie. Sempre te amei!
Limpou a cara com a manga da camisola cor-de-rosa e levantou a cabeça para me olhar nos olhos. Ficámos assim durante uns segundos. Depois, lentamente as nossas faces aproximavam-se. Sorriamos como dois totós enamorados, mas isso não me incomodou.
Os nossos olhos cerraram-se, os narizes roçaram um no outro e as testas uniram-se. A frescura da sua pele arrepiou o fogo que era a minha. Ignorei. Os seus lábios abriram-se instintivamente, assim como os meus. Respirei o seu hálito a algodão doce (ela passava dias a mascar pastilhas desse sabor).
Por fim, encostei a minha boca na sua. Logo os nossos lábios se moviam ofegantes, cheios de desejo. Beijava-a, enquanto a minha mente descartava todos os pensamentos que antes me atormentavam. Peguei-a ao colo, já mais à vontade. Ela passou os seus finos braços em volta do meu pescoço que se endireitava ao passo que ela subia.
Não queria que esse beijo acabasse. A cada toque seu desejava-a mais e mais. Ela parecia desejá-lo tanto como eu. Encostei-a no pinheiro mais próximo e interrompi o beijo, sem muita vontade. Ela inspirava e expirava como se estivesse a ter uma crise asmática. E eu também!
- Sabes o que vais fazer, Reneesme? É mesmo isso que queres? – Falava com demasiadas pausas, mas ele percebera.
- Mais do que nunca! - E atirou-se para os meus lábios novamente.
Arrancou-me a camisa com um mísero esforço. Ajudei-a a tirar a sua camisola pela cabeço e contemplei a beleza do seu corpo. “Até mais logo, Maninho”, Seth saberia que falava para ele. Bloqueei-lhe a mente e empenhei-me no que fazia.
Beijei-lhe a cara, depois o pescoço e, então, o peito. Massajava-me o cabelo, dando alguns puxões de vez em quando. Isso dava-me prazer, e a ela também. Ergueu-me a cabeça pelo queixo e depositou um beijo suave nos meus lábios.
- Não seja egoísta, Lobo Mau. – Sorriu-me sedutoramente e começou a morder-me a orelha com pequeninas trincas.
Lambia-me o pescoço em movimentos magnificamente desenhados. Desci as minhas mãos pelo seu dorso e uma delas deixou-se correr até à coxa de Nessie, fazendo com que a saia de ganga se enrugasse e a perna ficasse visível.
Parou e começou a desabotoar-me os calções. Deixei-a e quando já os tinha prontos para tirar, pousei-a no chão, deitada como um bebé no seu berço, sobre os ramos de pinheiro caídos. Dobrei os calções de modo rude e debrucei-me sobre ela. O seu olhar estava entusiasmado.
Com uma mão, toquei-lhe nos lábios e arrastei-a ao longo do seu corpo, marcando uma linha recta imaginária nele. Travei junto ao fecho de metal da saia. Amarrei-o e desapertei cuidadosamente. A seguir, com as duas mãos, desci-lhe a saia até aos pés e juntei-a aos meus calções.
- Vem cá, Cachorrinho! Vem à Dona. – Não reconheci-a a minha criancinha, mas estava a amar esta “Dona”.
Saltei-lhe para cima deixando os nossos corpos completamente a tocarem-se. Voltei a beijar os seus lábios vermelhos. A língua dela brincava com a minha escondendo-se, o que me obrigava a procura-la. Isso divertia-nos.
Empurrou-me para o lado. Fiquei de papo para cima e ela montou-me com as pernas abertas sobre o meu membro. Levou as mãos às costas e desapertou o soutien branco. Estava excitada, notava-se a léguas. Puxei-a contra o meu peito.
Nessie, praticamente, arrancou-me os boxers e as próprias cuecas de renda brancas. Ficáramos sem qualquer vestígio de roupa nos corpos.
E o resto, imaginem vocês seus tarados! Hahaha(Gargalhada à estilo Jake xD)